Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Templos religiosoa (102) no Mindelo, em fotos de capa (2025)

» Victor Nogueira


2026 02 12 - Mindelo - Igreja de S. João Evangelista, em obras (IMG_6283 2025 10 10)

Este templo teria sido inaugurado em 1704. A torre silneira data de 1888.No início do século XX foi nela colocado um outro sino, com relógio. Em 1911, no largo fronteiro, foi erguido o cruzeiro paroquial. Em eados do século foi a fachada revestida de azulejos.

Na altura da fotografia decorria a campanha das Eleições Autárquicas 2025,  que se realizaram a 12 de Outubro, estando o Largo repleto de propaganda eleitoral de várias forças políticas. Na esquina da igreja vê-se um outdoor doloco de Esquerda, com a frase 'A onda de progresso'.

 VER

Mindelo - Cruzeiro no Largo da Igreja - 1983

Templos religiosos 14 - Mindelo - Igreja de S. João Evangelista





2026 02 13 Foto victor nogueira - Mindelo - Capela de S Pedro (2025 10 09 IMG_6060)

Foi este templo inaugurado em Julho de 1991, situando-se na Rua da Praia., limítrofr com o Bairro da Louça,

Templos religiosos (101) em fotos de capa (2025)

* Victor Nogueira

2025 07 04 Foto victor nogueira _ Monchique - Igreja Matriz (2000 04 21 F1140058)

A Igreja Matriz de Monchique foi edificada nos séculos XV/XVI e foi parcialmente reconstruída após o terramoto de 1755. Destaca-se pelo seu belo pórtico manuelino, com colunas retorcidas que terminam em pináculos. 

in https://www.vila-monchique.com/igreja-matriz-de-monchique/

2025 06 27 Foto victor nogueira - Torres Vedras - escadaria de acesso ao Convento Sto António do Varatojo (1998 12 20 F1110033)


2025 06 23 - Foto victor nogueira - Torres Vedras - Ermida de N. Sra do Amial (1997 10 F1060026)

«Apesar de indefinida a data de fundação da primitiva Ermida de Nossa Senhora do Ameal, este templo foi possivelmente a primeira igreja paroquial edificada na região de Torres Vedras. Sabe-se que em 1310 a Rainha D. Isabel fundou nas dependências da ermida o Hospital de Nossa Senhora de Rocamador.

Depois da transferência do hospital para a Rua Pelomes, em 1507, a ermida seria completamente remodelada. Entre 1550 e 1560 era executada a campanha de obras que conferiu ao templo a sua traça actual. Em 1767 e 1858 foram executadas novas obras, para aumentar o espaço do templo.

Nas obras quinhentistas foram reaproveitados alguns elementos anteriores, como a sineira, colocada sobre a fachada lateral, os azulejos mudejares que compõem o lambril da nave, o conjunto de azulejos hispano-árabes que decoram o altar, e a pia baptismal de tipologia manuelina.

Ao acervo da Capela de Nossa Senhora do Ameal pertencia ainda um conjunto de pinturas do século XVI, com representações de São Pedro, São Paulo, São Lourenço e São Sebastião, que actualmente se encontram no Museu Municipal de Torres Vedras.» )  (Catarina Oliveira GIF/ IPPAR/ 2004)

2025 05 13 Foto victor nogueira - Querença - Igreja de N. Sra da Assunção e cruzeiro (2000 04 20 F1010015)

Querença - Fica no cimo, com uma imensa vista. Igreja com duas portas manuelinas, uma delas trabalhada, e casas com telhado de tesoura.

Artesanato – bonecas de serapilheira como em Mértola e Castro Marim, brinquedos de madeira e utensílios de verga.

Nesta zona as casas, mesmo modestas, têm as portas e janelas de cantaria trabalhada. (Notas de Viagens 2000 04 20)

A Igreja, edificada na 1ª metade do século XVI, apresenta uma arquitectura típica da época, com elementos manuelinos e barrocos.

O cruzerio, da mesma era, totalmente em cantaria, é sustentado por uma rocha calcária, no centro de um pequeno tanque com água.

A Igreja Matriz de Querença realiza anualmente uma festa em honra de São Luís, popularmente conhecida como Festa das Chouriças, realizada em Janeiro, sendo o ponto final da procissão que se inicia na Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz.

2025 04 14 Foto victor nogueira - Alcochete - Estátua do Pe Cruz, de Luís Valdês Castelo Branco F1010004

O monumento ao Santo Padre Cruz, nascido em Alcochete , situa-se no largo de São João Baptista, defronte da igreja matriz, que é monumento nacional desde 1910. A estátua foi inaugurada pelo Cardeal Cerejeia, em 1969, durante as comemorações do septuagésimo primeiro aniversário da restauração do concelho de Alcochete.

O templo, manuelino, cujo orago é S. João Baptista, terá sido construído sobre as fundações duma primitiva mesquita. Sofreu remodelações várias (início do século XVI e seguintes) e em 1943 libertou-se de antigas construções que o encobriam, numa recuperação levada a cabo pela D.G.E.M.N.



2025 03 08 Foto Victor Nogueira- Palmela - antigo Convento da Ordem Militar de Santiago e muralhas da antiga Vila de Palmela. ((1997 rolo 206 - 0005)

«A Ordem Militar de Santiago é uma ordem religiosa militar de origem castelhano-leonesa instituída por Afonso VIII de Castela e aprovada pelo Papa Alexandre III, mediante bula papal outorgada em 5 de julho de 1175. A Ordem foi fundada com o propósito de lutar contra os invasores muçulmanos na Hespanha, bem como proteger os peregrinos do Caminho de Santiago.

(...) Em Portugal, a ordem começou também a actuar logo desde os seus primórdios, ainda em reinado de Afonso Henriques, mas só teve maior visibilidade a partir do reinado de Afonso II, e sobretudo, Sancho II. Detiveram como sedes o castelo de Palmela e, depois, o de Alcácer do Sal, que se tornou sede da província espatária portuguesa. Também lhe foram doados a vila de Arruda e os castelos de Monsanto e de Abrantes,

(...) Os cavaleiros de Santiago onquistaram, entre 1234 e 1242, grande parte do Baixo Alentejo e do Algarve (Mértola, Beja, Aljustrel, Almodôvar, Tavira, Castro Marim, Cacela ou Silves). Foi também com o auxílio desta Ordem que Afonso III consumou a conquista do Algarve, em 1249, tomando os derradeiros redutos muçulmanos de Faro, Loulé, Albufeira e Aljezur.

Como recompensa, a Ordem foi agraciada, em territórios portugueses, com várias dessas terras do Alentejo e do Algarve, com a missão de as povoar e defender. A isso não é alheio, ainda hoje, o facto de muitas delas terem por orago Santiago Maior, e de nas suas armas figurar a cruz espatária.» (Wikipedia) 


2025 02 15 Foto victor nogueira - Arraiolos Convento de S Francisco (2001 10 18 - rolo 554 - 0023)

«Situado no Outeiro de São Romão, que depois ficou conhecido por Outeiro de São Francisco, este convento da Província da Terceira Ordem da Penitência de São Francisco, sobranceiro à vila, muito contribuiu para o desenvolvimento da malha urbana de Arraiolos, constituindo um dos poucos novos eixos de desenvolvimento definidos no século XVII (CARREIRA, 1995). A fundação do convento ocorreu em 1612.

(...) Com a Extinção das Ordens Religiosas em 1834, a igreja ficou desocupada, tendo sido entregue à Ordem Terceira secular. O convento e a cerca acabaram por ser vendidos a um particular, em 1840, e três anos mais tarde adquiridos pela Câmara, que utilizou o claustro para cemitério municipal. Já as dependências conventuais sofreram pior sorte: ocupadas pelas tropas do general Schwalback, entre 1846 e 1847, as instalações sofreram uma degradação profunda e acelerada, que obrigou à sua demolição pela autarquia, em 1865 (ESPANCA, 1975).

A igreja que hoje conhecemos remonta à primeira campanha identificada, estando concluída, ao que tudo indica, em 1633. »


2025 01 31 Foto victor nogueira Igreja de Vale de Açor de Cima (1999 02 rolo 385 - 0023)

Este templo religioso no Município de Mértola é similar à igreja de S. Domingos no lugar de Corte Real, nas Minas de S. Domingos. no mesmo município.

Nada encontrei sobre este templo em Val Açor de Cima, um pequeno povoado à beira de estrada.

VER 

 Templos religiosos (98) - Val Açor de Cima e Azinhal (Mértola)   

 Templos religisos (99) - Vila Ruiva (Cuba)

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

(38) SIPA - Moinhos de Maré em Portugal

 


Capitania do Porto de Aveiro / Casa dos Arcos

IPA.00000606

Portugal, Aveiro, Aveiro, União das freguesias de Glória e Vera Cruz

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Antigo moinho de Maré posteriomente ampliando a unidade de moagem industrial, com decoração Arte Nova. As diferentes utilizações foram alterando o seu perfil original, culminando na estrutura actual, onde as referências neoclássicas e Arte Nova são visíveis nas modinaturas e frontões de remate. O enquadramento e o sistema estrutural, arcos sobre estacas, fazem deste imóvel um dos mais importantes da cidade.            

 

Moinho das Doze Pedras, na Quinta do Canal

IPA.00002644

Portugal, Coimbra, Figueira da Foz, Alqueidão

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Moinho de maré oitocentista, de planta retangular e volumetria horizontal, desenvolvido em dois pisos separados por sobrado. Moinho de maré com moendas e engenhos, armazém de grão ou farinha.      

 

Moinho de Maré Asneira / Moinho de Maré do Freixial

IPA.00014246

Portugal, Beja, Odemira, Vila Nova de Milfontes

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Arquitectura agrícola, popular, vernácula. Moinho de maré, onde é bem visível a austeridade e funcionalidade que caracterizam a arquitectura popular do Alentejo, despojada de qualquer elemento decorativo sobressai a força do volume caiado, rigorosamente pontuado pelos vãos e alicerçado fortemente no sapal com três sólidos contrafortes.        

 

Moinho de Maré da Forca

IPA.00016289

Portugal, Faro, Tavira, União das freguesias de Tavira (Santa Maria e Santiago)

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Moinho de maré de quatro moendas, provavelmente construído na viragem para o séc. 16, com ampla caldeira delimitada por muros de pedra bem aparelhada.      

 

Moinho de Maré da Lançada

IPA.00009792

Portugal, Setúbal, Moita, União das freguesias de Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos

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Moinho de maré que segue a tipologia do estilo "chão" vernacular do séc.17, identificada na sua volumetria alongada e maciça e na planimetria longitudinal, na simplicidade e clareza de linhas bem proporcionadas, no despojamento de decoração e no remate à face por empenas simples e caiadas. Peça de arquitectura tradicional, testemunho do uso da energia renovável, com perfeita integração na paisagem, situado na margem S. do rio Tejo, hoje desactivado e em desuso.     

 

Moinho de Maré da Mourisca

IPA.00009793

Portugal, Setúbal, Setúbal, Sado

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Arquitectura agrícola. Moinho de maré, com funcionamento na vazante. Testemunho do uso da energia renovável das marés, pertencente à categoria de moinho de roda horizontal, construído junto a uma represa, tira partido da diferença de nível entre a preia-mar e a baixa-mar. Apresenta volumetria alongada e planimetria longitudinal, com simplicidade e clareza de linhas bem proporcionadas, no despojamento de decoração em volumes maciços, rematados à face por empenas simples rebocadas e caiadas, sendo o branco sublinhado pela cor azul na moldura dos vãos e na cor das portadas e cuja cobertura consiste numa estrutura de madeira, apresentando telhado de duas águas em telha de canudo.            

 

Moinho de Maré da Passagem

IPA.00032862

Portugal, Setúbal, Seixal, Amora

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Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com vãos retilíneos onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós. 

 

Moinho de Maré da Quinta da Palmeira

IPA.00032867

Portugal, Setúbal, Seixal, União das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires

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Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por vários corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.        

 

Moinho de Maré da Torre

IPA.00032863

Portugal, Setúbal, Seixal, Amora

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Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.

               

Moinho de Maré de Corroios / Núcleo do Moinho de Maré de Corroios do Ecomuseu do Seixal

IPA.00032849

Portugal, Setúbal, Seixal, Corroios

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Arquitetura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, um de dois pisos e o posterior de apenas um, construído no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. O moinho é constituído pelas seguintes partes: caldeira, comporta, edifício de moagem, celeiros, habitação do moleiro e cais para acostagem dos barcos. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. Constitui o moinho mais antigo subsistente da região, construído no séc. 15 por D. Nuno Álvares Pereira, e apresentando porta com maior cuidado decorativo, tendo sido resultado de uma reforma do séc. 18. O reduzido tempo de trabalho (c. de 4 horas por maré) era compensado pelo elevado número de casais de mós. O moinho de Corroios é dos poucos moinhos de maré, existentes no mundo, que se encontra a funcionar.   

 

Moinho de Maré de Palhais

IPA.00004677

Portugal, Setúbal, Barreiro, União das freguesias de Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena

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Arquitectura agrícola, chã, vernacular, popular. Moinho de maré edificado junto a curso de água que é desviado para golas. Segue tipologia de arquitectura cha, vernacular, identificadas na planimetria longitudinal, na simplicidade e clareza de linhas, nos volumes maciços, com remates à face por empenas simples e caiadas.

 

Moinho de Maré de São Roque / Moinho Pequeno / Moinho de São Roque

IPA.00011812

Portugal, Setúbal, Barreiro, União das freguesias de Barreiro e Lavradio

 Edifício e estrutura >> Edifício >> Extração, produção e transformação >> Moagem

Arquitectura agrícola, vernacular. Moinho de maré, com funcionamento na vazante. Segue tipologia vernacular do séc. XVII, identificada na volumetria alongada, em planimetria longitudinal, com simplicidade e clareza de linhas bem proporcionadas, no despojamento de decoração em volumes maciços, rematados á face por empenas simples rebocadas e caiadas, cuja cobertura consiste numa estrutura de madeira, apresentando telhado de duas águas em telha de canudo. Moinho de maré, com perfeita integração na paisagem, situado na margem S. do rio Tejo, por um lado estabelecendo diálogo directo com o rio, por outro em intimidade urbana, pertenceu ao grupo de moendas mistas cuja força motriz foi ora a das águas de rio desviada para golas ora a água das correntes, utilizando com vantagem, para além das águas das marés, as águas salgadas do rio Tejo, funcionando com as marés na enchente e com as águas doces que vinham da linha de água que desaguava naquele local e que accionavam as rodas horizontais.     

 

Moinho de Maré do Breyner

IPA.00006168

Portugal, Setúbal, Seixal, União das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires

Edifício e estrutura >> Edifício >> Extração, produção e transformação >> Moagem

Arquitetura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.             

 

Moinho de Maré do Cais das Faluas

IPA.00026707

Portugal, Setúbal, Montijo, União das freguesias de Montijo e Afonsoeiro

Edifício e estrutura >> Edifício >> Cultural e recreativo >> Monumento e museu >> Museu

Arquitectura agrícola, vernacular. Moinho de maré edificado junto a curso de água que é desviado para golas.             

 

Moinho de Maré do Capitão

IPA.00032861

Portugal, Setúbal, Seixal, Amora

Edifício e estrutura >> Edifício >> Extração, produção e transformação >> Moagem

Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular simples, construído no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com vãos onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós. 

 

Moinho de Maré do Galvão

IPA.00032859

Portugal, Setúbal, Seixal, Amor

Edifício e estrutura >> Edifício >> Extração, produção e transformação >> Moagem

 Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por vários corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós. 

 

Moinho de Maré do Zeimoto / Moinho de Maré do Zemoto

IPA.00032868

Portugal, Setúbal, Seixal, União das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires

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Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.        

 

Moinho de Maré em Alhos Vedros

IPA.00006164

Portugal, Setúbal, Moita, Alhos Vedros

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Componente urbano. Espaço urbano de confluência. Largo. Arquitectura agrícola e industrial, de equipamento, residencial, chã, vernacular, neoclássica. Moinho de água edificado junto a curso de água que é desviada para golas; segue tipologia do estilo chão vernacular do séc. 17, identificada na sua volumetria alongada e em planimetria longitudinal, com simplicidade e clareza de linhas bem proporcionadas, no despojamento de decoração em volume maciço, rematado à face por empenas simples e caiadas. Palacete de estilo chão, de grande sobriedade e clareza de proporções, onde se evidencia o despojamento ornamental e o remate das empenas à face; elementos neoclássicos como a compartimentação por bandas lombardas na fachada simétrica com grande portal; destacam-se ainda elementos de arquitectura vernacular que se identifica na tipologia da construção de 2 pisos corridos e alongados, com 2 corpos em disposição paralela, uso de 4 águas e escada e colunata de alpendre exteriores.            

 

Moinho de Maré em Quelfes

IPA.00030391

Portugal, Faro, Olhão, Quelfes

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Moinho de Maré no Rio Arade

IPA.00024752

Portugal, Faro, Lagoa, União das freguesias de Estômbar e Parchal

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Arquitetura agrícola. Moinho de maré. 

 

Moinho de Maré Novo dos Paulistas

IPA.00032866

Portugal, Setúbal, Seixal, União das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires

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Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.             

 

Moinho de Maré Velho dos Paulistas

IPA.00032864

Portugal, Setúbal, Seixal, União das freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires

Edifício e estrutura >> Edifício >> Extração, produção e transformação >> Moagem

Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por vários corpos dispostos em eixo, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.         

 

Piscinas de Marés de Leça da Palmeira

IPA.00020880

Portugal, Porto, Matosinhos, União das freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira

Edifício e estrutura >> Edifício >> Cultural e recreativo >> Piscina >> Piscina de maré

Piscina de água salgada, construída na década de 1960, em linguagem modernista, que se destaca pela integração harmoniosa na paisagem marítima, sem deixar de se afirmar a artificialidade da obra, assumindo frontalmente o carácter artificial, que o rigor das formas geométricas e do betão à vista salientam. Construída sobre as rochas e estruturada ao longo do muro da praia de forma linear, sem criar ruturas volumétricas, a piscina é abastecida pela maré-alta e convida à contemplação da paisagem marítima.             

 

Ruínas do Moinho do Bate-Pé / Ruínas do Moinho do Amieiral

IPA.00014247

Portugal, Beja, Odemira, Vila Nova de Milfontes

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Arquitectura agrícola, popular, vernácula. Moinho de maré de grande simplicidade construtiva, com paredes de alvenaria de xisto argamassada com barro e rebocada com argamassa de cal e areia, posteriormente caiada. Este tipo de alvenaria, em que se recorria predominantemente a materiais recolhidos no próprio local, foi bastante corrente, uma vez que os moinhos de maré do Mira eram frequentemente assolados pelas cheias, permitindo uma fácil reconstrução pelo próprio moleiro, aplicando-se o mesmo princípio ao mecanismo motriz. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Moinhos (37) em fotos de capa - outras visões, outros lugares, outros tempos

 













«A construção do moinho de S. Marçal remonta à Idade Média, não se sabendo exatamente o século da sua construção.  Este moinho, assim como o moinho da Quinta da Torre / Agrela, situam-se nas margens do rio Pelhe em Esmeriz, com  referências nas Memórias Paroquiais de 1758. Para além destes, existiam outros moinhos na freguesia, exemplos do moinho dos Casais, moinho de Vila Verde entre outros.=  in Esmeriz - Moinho no Rio Pelhe - Esmeriz - Famalicão


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Moinhos de vento em fotos de capa (36) (Setúbal - 02)




Quintas dos Moinhos e de S. Filipe (Google maps)


* Victor Nogueira

Os moinhos desta publicação  localizam-se em S. Filipe, designadamente na Quinta dos Moinhos e na Quinta de . Filipe, na Serra da Arrábida. Através  do Google maps cosnta-se que muitos destes moinhos foram recperados, não para a sua função original, mas commo habitação.


2025 08 22 Foto victor nogueira Setúbal moinhos na Serra de S. Filipe e Estuário do Sado (199x rolo 128 04)

2025 08 17 Foto victor nogueira - Setúbal moinho em S. Filipe ruínas (1997 rolo 099)


2025 08 20 Foto victor nogueira - Setúbal moinhos na Serra de S. Filipe (199x Rolo 129 28)

 2025 08 30 - Foto victor nogueira - Rolo 119 25 Setúbal moinho de vento na Serra de S Filipe (199x Rolo 125 35 PB)


2021 08 18 Foto victor nogueira - Setúbal - moinho na Serra de S. Filipe (199x Rolo 128 03)

2025 08 19 - Foto victor nogueira - Setúbal moinho na Serra de S. Filipe ( 198x Rolo 128 09)


2025 09 03 Foto victor nogueira - Setúbal moinho de vento na Serra de S. Filipe (199x Rolo 128 13 )

2025 08 21 Foto victor nogjeira - Setúbal moinho na Serra de S. Filipe (199x Rolo 128 14)
Presentemente os moinhos em S. Filipe foram recuperados, como unidades habitacionais.

Neste da foto, anterior à recuperação, com ausência de reboco, notam-se as técnicas construtivas das paredes e das aberturas (porta e janelas)


2025 09 01 - Foto victor nogueira - Setúbal - moinho na Serra de S Filipe PB (199x Rolo 119 27)

2025 08 24 - Foto victor nogeira - Setúbal moinho na Serra de S. Filipe (Rolo 117)


2025 08 29 Foto victor nogueira - Setúbal moinho de vento n Serra de S Filipe ( Rolo 129 27 )

2025 09 02 - Foto victor nogueira - Setúbal - moinho na Serra de S Filipe (199x Rolo 128 02)


2025 08 31 Foto victor nogueira - Setúbal Moinho na Serra de S. Filipe (Rolo 118 21)


2025 09 08 - Foto victor nogueira - Setúbal - moinho de vento na Serra de S. Filipe (199x Rolo 116 10 )


2025 09 26 - Foto victor nogueira - Setúbal - mós de moinhos de vento na Serra de S. Filipe, com a cidade e o estuário do Rio Sado no horizonte. Divisam-se as duas esguias e altaneiras chaminés da central termo-eléctrica de Setúbal, entretanto demolidas há uns anos. (Rolo 112 12)


segunda-feira, 10 de novembro de 2025

(35) Azurara e a azenha quinhentista

 * Victor Nogueira

OO Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, visto da azenha quinhentista, em Azurara. O Convento, fundado em 1318, foi edificado no local onde existiram sucessivamente um castro e um castelo medieval, era destinado a filhas de grandes senhores, e a sua imponência resulta do despique e vontade de afirmação do seu fundador, D. Afonso Sanches, filho bastardo de D. Dinis, face à sua madrasta, a chamada Rainha Santa Isabel. A sua imponência esmagadora e senhorial sobre a Vila a seus pés, não impediu a autonomia da burguesia vilacondense resultante dos Descobrimentos, que conseguiu autonomizar-se com o apoio real. D. Afonso Sanches era o filho predilecto do rei, que pretendia legar-lhe o trono em sucessão, em prejuízo do filho legítimo, que viria a ser Afonso IV, que derrotou todas as pretensões do seu meio-irmão, até à assinatura de um tratado de paz entre os dois irmãos, em 1326. O enorme poder das freiras, que se tornou um entrave ao progresso económico d região, só foi definitivamente quebrado com a extinção das ordens religiosas, no século XIX e na sequência das revoluções liberais.

As freiras eram propritárias das barcas que ligavam Vila do Conde e Azurara, assilm como de todas as azenhas nas foz do Rio Avem, em Azurara e Vila do Conde. Das azenhas resta apenas esta, quinhentitsta. 

Esta é uma compilação das fotos publicadas em  Azurara - em busca da azenha quinhentista

De aordo com a ficha do IPPC  a azenha é "de planimetria rectangular, formada por um único volume, a sua estrutura assemelha-se a um fortim, tendo sido possivelmente inspirada na arquitectura militar da época, em que as fortificações se renovavam ao nível das estruturas.  As fachadas laterais são rasgadas por janelões, e na principal foi aberta a porta, encimada pela pedra de armas dos marqueses de Vila Real. O conjunto é rematado por uma cornija coroada  por merlões com seteiras."  

in http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72546/



(azenha vista de Vila do Conde)

Pouco mais há para ver e retrocedo sobre os meus passos, agora vislumbrando à minha direita a mole imensa do Convento de Santa Clara, na outra margem.


(rampa para movimento de embarcações ?)



(açude)





(Rio Ave)












(azenha) 


fotos em 2016.09.26, 
salvo as duas  primeiras, de anos anteriores